Eu parti sem choro de volta. Parti despedaçado por estilingues infantis, por números desconhecidos e rabiscos de término…
Tive promessas assassinadas. Naveguei para naufragar, sem retorno possível. Nós todos tentamos, nós todos sentimos na pele as provas carnais e os aplausos programados de agradecimento—mas nunca de parabéns. Parti para um acaso desconexo, parti por conta da distorção de ideias…
Sem flores ou adornos capazes de estremecer paredes brancas, eu parti. E agora, falta o parafuso cego da sua razão para retomar um caminho. Faz tempo que o inverno habita suas vestimentas, e o sol jamais voltará a reinar sobre você como eu o pintei.
Meu suor, meu desejo, meu beijo… partiram. Porque sempre fui um ímpar em um brinde vespertino de arrependimento.
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