O sangue cobre todo o construído de imagens, poesias, canções e nossos predicados…
Me espalho com o sangue das diversas tentativas e tento criar um pouco de fé para manter a minha sanidade sem os comprimidos justificados. Não quero enlouquecer pelo enredo conhecido e sentir vergonha por ser parte de um número crescente que recua para suas adolescências e se esconde dos fatos.
Então, estou apontando minha caneta, atirando a tinta na minha pele em busca dos versos que te prometi não esquecer. Dali sai o carinho de antes, mas sem vida, sem a força do passado que já esqueci de mencionar. Meu coração culpado bate mais rápido toda vez que tento cantar e gritar. Meus pulmões ardem pela falha, o ar falta nos órgãos e a confusão colapsa todo o meu propósito.
A enfermeira vem doce com um olhar de complacência e injeta algo incolor. O coração bate desolado. Os olhos pesam, o corpo apaga e uma lágrima solitária cai dos meus olhos. Era preferível trazer a minha lápide e acabar com essa vergonha constante…
Conte-me algo aqui...