Era mais um desses casais adolescentes que acreditavam já conhecer o mundo, sem nunca ter saído dos primeiros capítulos…

Ela tentava explicar as suas razões e ele já tinha o coração quebrado antes mesmo dos primeiros argumentos. Ela era racional, não teria por que mentir ou jogar com o sentimento alheio. Ele tinha aquela esperança pura e inocente de que o argumento certo faria o mundo mudar. Eles se gostavam, mas de maneiras e razões diferentes. Era um namorico de verão que eles sabiam que iria acontecer e nada mais do que isso. A vida seguiria depois sem nenhum contato, sem nenhuma razão e sem nenhuma possibilidade de aproximação.

“Todos sabem que eu te amo.” — falou ele em um claro desespero, apenas jogando as palavras no ar e não pensando nas consequências, fechando os olhos por conta do brilho forte do sol em seu rosto…

“Amor é muito forte, lindo. Você ainda não sabe se é amor…”

“Se amor for criar uma ansiedade para que você chegue logo. Se for a causa de uma insônia para saber quais serão suas novidades ou as que eu fico guardando para te contar. Se for a vontade de te fazer mais próxima e te mostrar o meu mundo também. Se for pensar em você antes de mim e te querer mais que tudo… Então eu sei.”

Ela pegou a mão dele, sorriu meio encabulada e o beijou. Era um beijo forte, intenso, diferente até dos que eles já haviam tido. O beijo durou poucos minutos, mas o suficiente.

Ele entendeu. Ela sorriu apenas, fazendo um carinho na sua mão e apertando forte na sua perna.

“Eu preciso ir. Se cuida, tá? Você vai viver esse amor todo, não tenha pressa. Eu simplesmente não posso brincar com esse sentimento que você diz ter…”

Ela levantou do banco e partiu uma última vez.

O brilho do sol ainda ofuscava o rosto dele, que permanecia meio imóvel e meio sem saber o que fazer. Ela estava certa, ele sabia. O que ele ainda não sabia era o que era o amor…