Não temos ideia do último adeus — de seu início, de seu meio e, muito menos, se o fizemos do jeito certo…
O orvalho não é diferente, o vento não traz nada além de seu uivo. Os pedaços não se unem; continuam como cacos, iguais aos de sempre. Mas o adeus existe.
Quando existe, faz de sua presença a certeza para alguns e a inércia para tantos outros. Não se mede, não se sente, não se prevê. Há a certeza de que ele sempre existirá.
Sempre vai ficar uma ponta solta, um nó frouxo, uma imagem comum, uma briga sem fim, um beijo simples, um calor morno… Sempre vai faltar um sabor a mais, um agradecimento aqui e outro ali.
Mas a certeza da vida é o adeus — e dele sempre podemos esperar uma das maiores surpresas, pois ele tira e põe na sua hora. Tira o que já passou do tempo dele, nunca do nosso.
Conte-me algo aqui...