Todo conto ou poesia inicia-se com um primeiro verso. Ele dará o tom da lira seguinte e vai ser base para as rimas que existirem. O meu foi assim…
Tudo tem um início. Por mais absurdo que seja a história, ela possui um pontapé inicial onde todas aventuras ou desilusões começaram…
Ainda lembro da última noite na praça do início, onde você me fez prometer um abraço no retorno. Logo eu que gosto tanto de promessas…
O copo esvaziou pela terceira vez, já eram mais de quarenta minutos de atraso e nenhum retorno. Ele entendeu que ela não viria…
E ela começou a se perder nas linhas que desenhou, para tentar fugir da inevitável rede de intrigas e falsidade que criou…
Eu me assustei com a pergunta, pois nunca imaginei que alguém pudesse sentir-se “inveja” da minha vida. Mas sei que isso tudo parte de um pressuposto absurdo…
Sempre comentei que iria até meu joelho estourar. Sempre soube que seria uma atividade finita e que esse fim chegaria…
São contrastes que machucam, mas que deixo passar. São detalhes que antes me incomodavam, mas hoje fico alegre de tê-los, para que me lembrem o quão velho estou…
Não existe culpado ou razões para essa mudança. O que antes era intocável e digno de aplausos, hoje ganha contorno de tristezas por vermos que seremos iguais aos que criticamos anos atrás…