Esta carta eu envio para uma data desconhecida. Uma data que os anos pesarão de uma maneira singular e os nossos olhos se encontrem novamente…
Se tudo é igual, por que buscamos o que não conhecemos? Por que contemplamos um desconhecido e infinito universo de probabilidades?
É um vento diferente, que te faz mais perto de mim ao mesmo tempo que te afasta para contemplar o céu limpo…
É como uma aflição prudente, que toma vergonha das situações e enumera os resultados nos olhares que ganha ao ser esquecido…
Só abra esse envelope quando estiver prestes a dar seu último suspiro. Apenas quando sentir que seus olhos não sabem de mais nada…
E era madrugada limpa e deriva…
As rimas e construções poetizadas me lembravam tanto teu olhar, tanto tua leveza…
As peles deixaram marcas no corpo virgem de aprendizado, sereno pela brandura, porém perverso pelo olhar…
A placa dizia para tomar os cuidados extras antes de iniciar o desenho deste novo normal…