Category Poesia

Uma prece sem reformar…

Os dedos tentam pintar o silêncio que habita nos ossos. Na prisão de vidro, há o eco de um suspiro — nem bravo, nem manso, apenas uma promessa não cumprida…

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Um tabuleiro manchado de derrota…

E gritamos por nossas orações, mas não movemos uma agulha do palheiro que somos. Queremos salvação, mas nos traímos e barganhamos o melhor preço até extorquir o nosso próprio futuro…

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Quando o tempo se esgota rápido demais…

A primavera deixou reflexos que antes passavam despercebidos. São pequenos espelhos espalhados no ambiente — e eles fazem o sol de veraneio arder mais fundo, mais cruel…

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Quando se perder parece viável…

Estamos doentes aqui, cercados por perguntas que giram em círculos, enquanto as respostas escorregam pelos dedos como areia molhada…

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De caules enrijecidos de desilusões…

Era uma rosa — mas não daquelas que se oferecem nos buquês chiques das grifes de estandarte. Era uma rosa espelhada, feita de reflexos partidos e vontades caladas…

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Quando o silêncio retoma a guia…

Não restou ninguém. Apenas o tilintar da memória arrastando correntes no chão molhado da minha mente…

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Quando encontramos o ponto certo…

Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro…

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Por corda entendemos a força…

Ele continuaria a marcar horas a fio pelas décadas seguintes. Não se cansaria, e atrasaria menos do que o esperado…

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Quando o orvalho encontra o vespertino…

O orvalho parecia não ter pressa naquela manhã curvada, sacudindo-se e passando de borda a borda sem hesitar, permanecendo sem evaporar…

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