Era uma rosa — mas não daquelas que se oferecem nos buquês chiques das grifes de estandarte. Era uma rosa espelhada, feita de reflexos partidos e vontades caladas…
Não restou ninguém. Apenas o tilintar da memória arrastando correntes no chão molhado da minha mente…
Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro…
Ele continuaria a marcar horas a fio pelas décadas seguintes. Não se cansaria, e atrasaria menos do que o esperado…
O orvalho parecia não ter pressa naquela manhã curvada, sacudindo-se e passando de borda a borda sem hesitar, permanecendo sem evaporar…
De longe, existe um silêncio canalizado de passos apressados. Em meus olhos, um menear de cabeça afirmando o propósito e os braços do rouxinol confirmando o perfume…
Há um conjunto perdido de significados, palavras e sons que nunca saberemos explicar…
Eu aprendi a olhar, a andar e a sonhar. Aprendi a correr, a viver e a crer. Aprendi a sorrir, me divertir e a dormir…
É como se suas garras fossem hipnotizantes, capazes de unir histórias mal contadas em contos de amor…