Era uma rosa dobrada por um tempo que nunca deveria existir. Ela sofrera todos os males que nunca deveria ter ouvido…
É da razão da chuva, que se transforma o sabor do orvalho… Das pequenas pétalas, que pintamos os melhores cartões postais… Das inúmeras feridas, que se cria um coração…
Ao caminhar por entre os caminhos da comparação e transformação, descobri meu significado criativo, meu motivo e minha busca. Dos meus olhos não acostumados, consegui enxergar uma pureza abstrata e nela consegui introduzir a paixão desvairada.
Com palavras soltas, criei as poesias que me definem e me explicam. Em campos abertos, encontrei um lugar pequeno para meus maiores sentimentos e, sem clausura, consegui ditá-los para o infinito silêncio. Se hoje carrego certa experiência, minha bagagem era leve no começo e pude coletar o volume máximo de imagens e de situações…
E disto, olho para um horizonte bilateral e enxergo um oceano inteiro de inspiração para a vida… Deixando estas frases, soltas pelo caminho para aqueles que ainda procuram respostas…
O sol nasce mais um dia. Você põe um sorriso no vento e carrega nas costas mais do que suas roupas…
É um sol esquisito que brilha mais do que o princípio. É uma aquarela com tons indefinidos que percorrem o rio…
O livreto aberto ao acaso, faz o capítulo com a letra bordada e o início de uma poesia triste que já se sabe ser final…
É um sol esquisito que brilha mais do que o princípio. É uma aquarela com tons indefinidos que percorrem o rio…
Uma rosa gelada na multidão. Um esbarrão que inicia uma conjugação diferente em forma literária desconhecida…
Planos desfeitos em um papel ruído pela desilusão. Fugas benditas por conta de uma péssima recepção de ideias e tristes afagos…
Ela olhou para um pedaço de caminho desbotado. Quis juntar os cacos que foram deixados por ali…