Ela murmurava uma canção enquanto descia pela ladeira. Um ritmo único e mesclado entre o caminhar e as notas mais altas…
Ele guarda o lugar da frente com a esperança que seja ocupado rapidamente. Ele carrega um sorriso fácil e sempre uma palavra leve nos lábios…
O eco distorcido navega pelas paredes e chicoteia pelo pequeno cômodo que fiquei…
De um lado que não se enquadra por vontade. De uma confissão tardia que destruiu os alicerces…
Por quê? Queria apenas uma razão. Um saber. Um gosto. Um significado…
Devia ter separado uma cor nova para fazer parte desse novo capítulo. Uma nota perdida na esquina de baixo de casa fez o ponto desaparecer…
Sou o último minuto do sono prometido e sou a sua última chance de dizer que ama alguém…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Por que se despedir se a vida nunca é um ponto final e sim uma leve pausa para uma nova história? Para que se criar uma festa quando o motivo é partir para longe?