Ficaram tão bonitas as cores do laço. O presente do inquérito, a saudade do suspiro e o doce que melou os dedos de outrora…

Guiou-te, à luz do dia, por um corrimão invisível. Um passatempo de sabor inteiro. Até o comercial mais populoso ganhou a notoriedade da sua lira. O tempo pareceu não passar. Os grilos se aquietaram na balança do problema. Fez-se então aquela leitura labial longa — um monólogo que muda a vida, que traz um convite de malícia, um sorriso de canto, um piscar diferente… mas que não gera nenhum resultado palpável.

Não é amor. Muito menos paixão ardente…

É vontade que termina — que acaba na próxima página — mas que deixa o suor marcado no colchão.

É apalpado para uma destruição: sem nomes, sem rasgos desnecessários. De volume acentuado, roupa medida, e o calendário — rasgado na sexta-feira que, por pouco, não foi santa.

É tudo isso que vale. Porque você precisa — precisa antes do sol vingativo. Antes do medo.

Antes de tudo que te leve para fora do samba, para fora da rima e para fora da sina de fechar os olhos e dormir sem uma nova aventura… Que te traga medo e os melhores sonhos criados.