Joguei os predicados na mala e os fiz pesar com velhas desilusões baratas…
Enfileirei desejos perdidos e poucas oportunidades, para que rimassem minhas escolhas de agora em diante. Separei para brilharem naqueles melhores passeios e boas recordações. Finalmente chegava a hora de ter fotos em lugares turísticos e mostrar o quão feliz eu estava por viver tudo aquilo. Era hora de deixar as explicações de lado, esquecer as promessas e ser o normal que todos julgam como normalidade…
Nas cartas do destino, aparecia que o momento era luz sem atenção. Era brilho sem julgamento. Era pegar ou largar no meio daquele turbilhão. Eu, que nunca acreditei nisso tudo, ri da situação e segui desenhando minhas linhas tortas, que beiravam o sossego desejado. Sem esperar, o destino me escolheu como sua vítima predileta e me fez, no calor do momento, sua melhor conjunção…
E assim eu seguia como um errante — em todos os possíveis significados reais e imaginários que essa palavra possuía. Até porque, significado nunca foi meu companheiro de aventuras…
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