Ela queria algo mais carnal. Ele buscava a calma da satisfação. Ela sonhava calmamente. Ele ofegava por uma dose extra de romance…

Ela queria a loucura do inesperado, a insanidade da pressa revestida de prazer. Uma busca incessante por algo que lhe tirasse o fôlego e trouxesse aquele arrepio na espinha entre o perigo e o tesão à flor da pele. Um bom período de imprevistos, risadas abafadas e respiração ofegante enquanto se recorria às roupas e arrumava o cabelo para parecer normal…

Ele queria o sólido de um relacionamento. A rotina guiada pelas mãos entrelaçadas, beijos intensos, longos e com sentido. Ele queria desfrutar da beleza de um entardecer tranquilo e de um descanso depois de saborearem os prazeres certos da vida. Um sexo intenso, mas sem loucura. Um prazer completo, sem pressa — se descobrindo, com toques, sensações e chupadas largas e prazerosas…

Se encontraram por acaso em um desses clubes cheios de clichês: música alta, bebida barata de procedência suspeita, muita gente, pouco entendimento, mas que você sabe o que encontrará.

Tentaram conversar em vão, mas riram da completa loucura em tentar isso ali. Se beijaram mais por culpa do álcool e do impulso característico desses momentos. Saíram dali logo depois, continuaram se pegando no carro dele e, quando ele a levou para casa, subiram ao seu apartamento.

Ela tentou mascarar uma arrumação, mas logo se jogaram na cama e transaram sem culpa, proteção e na urgência do ato. Ela se realizou quando ele foi embora algumas horas depois e dormiu sem culpa, com um sorriso puro nos lábios e o corpo ainda melado da transa. Ele tentou entender se aquilo se encaixaria em um segundo encontro mais “normal” enquanto fugia de uma blitz de fim de noite…

Ele mandou mensagem quando chegou em casa e no dia seguinte. Ela não respondeu…