Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro…

Sinto-me fraco, embriagado, enojado e doente. Talvez enjoado — e até tubérculo (se é que essa palavra faz sentido agora).

Com a junção de tantos sentimentos, eu não sei por que fui, não sei por que fiz, não sei por que usei, não sei por que olhei… Senti o estranho sabor do arrependimento — e não mudei, nem com o álcool, nem com a liberdade tão presente ali. Não interferi no caminhar da sociedade e do mundo. Não demonstrei meu descontentamento. Não disse nada…

Vivi com a intensidade necessária, remexi com o gosto necessário, e em berço esplêndido cheguei ao finalmente. Mas me calei. Não disse tudo o que queria. E talvez devesse ter dito. Talvez agora eu entenda que este seja o fim — bordado em um pano de fundo qualquer, perdido no mundo ao redor…