A notificação do celular fez a mesa vibrar e os olhos dele correram a mensagem abrindo um sorriso verdadeiro…
Ela me dizia que a maneira que conectava músicas aos acontecimentos era maravilhosa, mas seria o meu fim…
Um mês onde as traições afloram, as discussões ganham capítulos extras e as desilusões caminham por aqui…
E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…
Eu ainda prendo a respiração e sinto aquele calafrio que sentia ao te ver chegar…
A chuva caía no fim de tarde e pintava toda a cena bucólica demais para o enredo existente…
Ela rolou o corpo e saltou da cama. Ainda nua, foi para a sala, pegou o seu cigarro, abriu a janela do quarto sem perguntar e ficou me olhando…
Quem a via pela rua, mal suspeitava a bagunça que se encontrava e vivia – tanto pessoal, quanto emocional…
Matheus se lembraria daquela tarde de domingo por muito tempo. As razões, conversas e o jeito que o sol se foi por dias depois…