As conversas se soltam pela mesma abertura de antes, mas marcham em um ritmo tão frenético que não ganham cadência e se perdem depois das primeiras falas…

A névoa que cobre o recinto parece feita de um anis tão inocente que nem as formigas se atrevem a perder o tempo de construção do caminho. Ninguém parece disposto a dividir o drinque que está no convite do balcão, despercebido por se tratar de algo forte, mas proibido pelo lado de cá. Sirenes e arrependimentos povoam a cicatriz aberta da falta que a solidão se propõe. Rapidamente se amontoam os curiosos de sempre, tão sedentos e vazios quanto esperado. Ávidos pelas notícias dolorosas, mas incapazes de admitir seus próprios crimes no afago anterior. Trocam-se as pilhas da lamparina para tentar, em vão, chegar ao dia seguinte, mesmo porque o sol de sempre – que há anos já não ilumina o limbo presente – não se faz mais conhecido. Foi o último a sair, cansado e indigesto de tamanha falta de atenção e compaixão, deixando apenas o artificial tomar conta da maior das promessas humanas…