A fúria de incontáveis aumentos de tarifas é parte da explicação do porquê vivemos nessa perdição vaga, onde há apenas destruição…

Sem histórias que nos contem a razão de engatinharmos em direção a algo desconhecido. Falam de pequenos romances, de histórias longas e belas conquistas, mas os sons se confundem tanto que mal conseguimos ouvir o ditado principal.

Criamos histórias de tudo. Criamos novos fins e novos problemas para os mesmos resultados. Pensamos ter as chaves das soluções, mas estamos cansados de aplicá-las em nossos passos e nas linhas das histórias. Alimentamos a esperança manjada de que teremos, sim, outros fins para desbravar.

Checamos os batimentos cardíacos da mesma maneira. Tocamos os acordes prontos e sequenciais com nossas mãos calejadas de afazeres rotineiros. Os olhos miram o brilho da calçada de lá, onde as areias banham a garota ruiva. Ela queima suas tardes tediosas poetizando uma novela dramática. A mesma novela que o mar cisma em apagar a cada onda que vem para quebrar a cidade e os nossos corações…