São lembranças espedaçadas que giram em torno de conversas, risadas, escapadas e um pouco do álcool alegre. De combustível para tirar a timidez, até a dose exagerada que nos fez esquecer…

São lembranças espedaçadas porque são flashes que chegam do nada e se partem quando tentamos encaixar na realidade vivida. Aquele verão talvez coubesse em um livro, mas ninguém conseguirá reproduzir com fidelidade a ordem cronológica vivida…

Foi fácil se apaixonar pela garota dourada que gostava das mesmas bandas, gostava do sol, gostava do mar e gostava de tomar tanto quanto você. Foi fácil se perder entre um beijo e um gole a mais. Foi fácil também de descobrir como aquilo ia terminar. Até hoje escuto você planejando mil e uma viagens para fazerem juntos. Essa parte o álcool não apagou…

E depois de tudo isso ainda somos lobos solitários que marcham para a próxima jornada sem saber um final. Ainda somos os loucos ordinários que se divertem como nunca e acabam como sempre. Ainda somos os perdidos que carregam os olhares certos, as palavras ordenadas e o exato momento de ir embora…

Tudo isso porque descobrimos, ainda moleques sonhadores, que felicidade é apenas um momento…