Eu fui um sonhador mesmo antes de saber o que era sonhar…
Ele ergueu a mão e pediu outra dose. Era o afago de uma alma condenada aos pensamentos perversos…
É chegado o momento de postar o sorriso e sustentar o máximo possível para que mantenha a calma esperada…
É sobre um peso que se sente, mas quase não se nota. É sobre o cansaço de ouvir sempre a mesma voz…
As vezes ainda me forço para voltar pelo mesmo caminho que fazia quando ia te levar na sua casa…
Ele disse “Boa noite”, mas ela respondeu “Adeus…”
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…
Já desisti de lutas que me garantiriam histórias fantásticas e glórias quase eternas. Já me despedi sem querer e também deixei respostas engasgadas que consumiram minha energia…
Era uma teia de mentira sem fim, onde se perdiam as narrativas e razões. Onde se perdeu inclusive o pouco de realidade que existia…