Às vezes lembro do nosso último beijo. Não sabíamos que este seria o beijo que selaria nosso fim de uma maneira tão comum ou desavisada…
Lembro a noite de bebedeira com amigos, lembro que te deixei na porta do seu prédio, sua perna recém-operada e sua viagem na manhã seguinte. Quando você voltou, eu já tinha ido.
Vítima da minha juventude louca, parti cedo demais, novo demais e sem nada demais. Os meses juntos, secretos e cheios de momentos marcantes, ficariam apenas na memória e a última coisa que falamos sobre tudo isso foi: Nos vemos na volta! E nunca mais nos vimos, nunca mais!
Quis o destino sempre nos separar por pequenas ou grandes distâncias. Até do outro lado do oceano e com certo contato fácil, nunca mais nos vimos e a vida seguiu.
Às vezes lembro tudo o que existiu e guardo em minhas lembranças boas. O teclado grego, a conta de luz inexistente, o jeito de fazer hambúrguer, os incríveis almoços, o jeito de viver, a alegria que até hoje não dá para descrever e as piadas que nunca escapariam da sua ironia.
Guardo tudo isso porque você poderia ter sido uma das que viveram um pouco da minha vida, mas você foi aquela que o destino quis que apenas lembrasse…
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