São as fotos incendiadas no hall de entrada que ditam o cruel devaneio que foi o passeio no fim do dia…

Fatos de um crime premeditado e surrealista. Palavras relembradas, lembranças borradas, promessas esquecidas e situações memoráveis. Frases repetidas à exaustão. Mentiras calculadas para se tornarem verdades. Desejos encobertos de desprezo que se transformaram em obsessão…

Mesmos cenários, com diferentes orações. Personagens parecidos, mas que nunca se completarão. Largos corredores que levam sempre à parede do fim e ali a bala barata sela o ponto final. Há um murmurinho baixo do clero, mas que mal se completa no suspiro. Há um clarão de lamentação, mas a luz se apaga com a ausência de uma corrente de ar.

Para muitos, é o cotidiano; para outros, seria a libertação. Para a maioria, era a chance de fazer algo diferente e novo, de escapar das garras de um mundo que força a barra para não se compreender. Para todos, é apenas o jogo de metáforas que se chama viver…