Acompanhando ao mesmo tempo o choque inicial e o entendimento de que o Caminho iria me ensinar muitas coisas, cheguei ao momento de deixar as tensões e preocupações de lado para desfrutar da jornada de forma intensa e transparente…
Admito que demorei para viver o Caminho de Santiago de maneira mais aberta e receptiva. Ainda carregava meus medos, anseios e tinha certa dificuldade em aceitar que as mudanças começavam a surgir na minha vida…
Meu despertador estava programado para as 5h20 da manhã, mas eu já estava desperto às 4h30. “Culpo” levemente a ansiedade por esse adiantamento no horário, mas sem nenhum problema…
Com a motivação traçada, o plano feito e todos os itens da lista definidos, chegava a hora de começar a pensar na realidade dos meus objetivos para caminhar todos aqueles dias. Pode parecer banal, mas a primeira pergunta que fazemos é a famosa: Por que você está fazendo o Caminho?
Não é apenas a minha opinião: se você buscar mais informações, verá que o Caminho é 70% mental e 30% físico…
Depois de um grande feito ou de uma grande jornada, é muito comum contarmos as histórias que vivemos durante aquele momento…
Depois de 14 dias, 407 quilômetros e incontáveis lembranças, a Catedral de Santiago de Compostela aparecia no horizonte, com um sol brilhante e quase sem nuvens…
Admito que quando comecei o Caminho, eu não esperava me emocionar ou sentir a necessidade de extravasar em choro os meus motivos…