A caneta posta em uma posição diferente, o caderno recebeu sua tinta de inspiração e a poesia se transformou em vida completa, por mágica…

Os sons se embaralham e confundem a visão que busca seu brilho nas estrelas da noite. O frio congela os dedos que brincam ao tentar unir os pontos do firmamento. O coração bate acelerado, na angústia de ter uma novidade que te traga de volta. Ansiedade essa que ainda cria a mesma falsa sensação do seu abraço aqui. O seu doce perfume já se gastou no travesseiro e meus lábios não suportam mais a quentura dos nossos beijos. O verão teima em iniciar e parece estar em sincronia com tudo ao meu redor: frio, solitário e esquecido. Queria um simples convite para passear, um simples beijo e te ver livre no mar, como sempre gosto de lembrar.

Certa vez escrevi que você parecia tão viva com o sol acima e o mar banhando teu corpo; teu sorriso ficava tão solto e fácil que parecia flutuar sobre todas as tormentas de fora. Lembro o teu mergulho leve, o teu olhar para mim e a tua mão me convidando, dizendo: “Aqui é tão bom, fica mais comigo”.