Novamente eu sonho contigo e sei que meus dias agora serão a eterna espiral de lembranças, angústias e porquês sem explicação…
É a minha pior rotina. Sonhar contigo e ser real o suficiente para que eu entenda que é um sonho e não queira acordar desse transe. Cada vez é diferente. Parece mais real, menos pessoal. Parece mais como a gente sempre foi: uma avalanche de intensidades guiadas por um sentimento que, no fundo, era mentira. Mas, ainda assim, eu precisaria de mais. Dizem que gostamos mais quando o sofrimento vale a pena… E contigo sempre valeu.
É uma batalha engraçada, porque vou acordar e ficar divagando sozinho entre os diálogos que queria ter tido. Ficarei horas relembrando as promessas que listamos no velho caderno. Ficarei dias na tênue linha entre te amar e te odiar, na mesma proporção. Na mesma medida.
Hoje te amo e sofro por isso. Hoje eu sonhei contigo, então é tudo uma nostalgia. Uma lembrança boa dos bons momentos vividos e do sonho que se tornou real. Hoje é tudo a maravilha que foram os meses juntos. Mas amanhã, já me cansarei. Não sonho duas noites seguidas. Então, pouco a pouco, a realidade e a racionalidade tomarão conta das minhas ações e, daí, começarei a te odiar. Por desistir, por ir embora e por levar a minha melhor versão. Vou te odiar tanto que esquecerei teu nome e amaldiçoarei cada um dos pensamentos futuros.
E daí seguirei… Até a próxima noite de sonho contigo. A eterna espiral volta e sorri para o meu abismo. E aqui sigo, entre amor e ódio. Entre querer te reencontrar, mesmo sem saber como, até querer te esquecer para sempre. A eterna espiral. A eterna batalha que você causou no meu conturbado mundo de poesia…
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