Quando o som parou de repente foi que consegui enxergar o final desse caminho. A gente sabia que nunca terminaria do jeito certo…

Fiquei preso em sua teia por tempo demais. Criando histórias, pulando frases, pintando respostas prontas e brincando sobre sombras na parede e significado em nuvens. Éramos como aquelas séries românticas atrasadas na linha temporal. Ligações durante a madrugada, chorando as incertezas de uma vida que nem era complicada. Criávamos limites confusos, destinos incoerentes e promessas derretidas.

Essas linhas de agora são a prova que você existiu para mim, mas não da maneira que eu precisava. Não da maneira que eu desejava e jamais da maneira que eu compreendia. Éramos uma canção inacabada, mas que foi um sucesso repentino. Éramos um filme exitoso de baixa bilheteria e incertas críticas – Ahh! As críticas…

Capítulo à parte de uma história que só poderia ter a escuridão solitária como ponto final. Se as críticas nos uniram como força de hábito, foram as potências altas para que você saísse em disparada por aquela porta que ainda está aberta.

E é tão difícil te amar agora, ou o que fosse que a gente sentia um pelo outro. Mas, eu ainda tenho tanta esperança de que a escuridão possa te libertar e você encontre seu caminho de volta. Não para mim, porque já deixei aquelas cartas para trás. Mas de volta para a realidade que você ajudou a criar. Voltar para a estrofe onde gargalhamos pela primeira vez.

É tão longo que não sei por onde começar. E sinceramente acho que nem devo começar. Sua cabeça não deve estar tão vazia que precise do meu eco remoendo seus tremores. Deve ser tudo culpa do meu coração partido e do frio invernal que aquela porta aberta criou nas minhas raízes de lá…