Doce gíria regional que se perde no global de um mundo particular…
Brisa cortante que dá boas-vindas a uma primavera sem força para gritar ou colorir a paisagem diária. São pássaros que cantam uma esperança frágil demais para se acreditar. Uma utopia de que a cidade vai mudar, que vai ser grande novamente e que será um prazer sem igual. Nunca é e jamais será.
Em cada ladeira, uma história diferente, um olhar nobre e cansado. Em cada descida, a esperança renovada, o revés superado, uma espera de derrota. O ciclo de uma frustração que atingiu todo o seu melhor sorriso de talvez.
É uma avalanche que fez ruir tudo rapidamente. Uma ferida de rasgo aberto e incurável que dedilha para o fim. Mesmo este fim sendo trágico, mesmo sendo conhecido. Mesmo este fim sendo o que nunca se pensou. Mesmo sabendo que a caminhada foi interrompida pela dor angustiante, e com a culpada rindo do quadro criado. Foi assim que a vida quis…
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